O conselho que distingue hype de implementação
A fase de aprender o que é IA acabou. A pergunta que importa agora é o que o seu conselho decide fazer com ela nos próximos 90 dias — e quem é o dono dessa decisão. Levo ao board governança formal (IBGC) e mão na massa: implementei IA em duas operações antes de falar sobre o assunto.
A fase de letramento acabou
Durante dois anos, conselho e diretoria foram convidados a entender IA. Cursos, palestras, demonstrações. Isso já cumpriu seu papel. O problema é que letramento não é execução — entender o que é um modelo de linguagem não move o ponteiro de nenhum negócio. O imperativo agora é decidir: o que esta empresa vai construir com IA, em qual prazo, com qual orçamento e sob qual risco. Conselhos que continuam pedindo apresentações sobre o tema estão um ciclo atrás dos que já cobram entregas.
A pergunta deixou de ser "o que é IA?". Passou a ser: o que decidimos fazer com IA nos próximos 90 dias — e quem é o dono dessa decisão?
O que eu levo à mesa
Conselheiro formado em Governança Corporativa pelo IBGC, com MBA em Gestão Estratégica e Econômica pela FGV. Mas o que me diferencia na pauta de IA não é o certificado — é que implementei IA em duas operações reais (OPEX e Sinergia Energia) antes de aconselhar qualquer board sobre o tema. A maioria de quem fala de IA em conselho é consultor que leu sobre, ou técnico que nunca sentou numa mesa de governança. A combinação de governança formal com operador que colocou a mão na massa é rara — e é exatamente o que um conselho precisa para separar promessa de entrega.
IBGC
Formação em Governança Corporativa
MBA FGV
Gestão Estratégica e Econômica de Empresas
Quatro perguntas que um conselho deveria estar fazendo
Onde está registrada a última decisão estratégica que tomamos sobre IA — e como ela está sendo executada?
Decisão que vira ata e dono não some na próxima reunião. Decisão que vira slide, sim.
Se as cinco pessoas que mais sabem desta empresa saíssem amanhã, o que sobraria?
Memória institucional é ativo da empresa. Conhecimento em cinco cabeças é risco do conselho.
Estamos construindo uma arquitetura de informação, ou comprando ferramentas avulsas que ninguém integra?
Arquitetura compõe. Ferramenta solta vira mais um login que a equipe esquece.
Quem, nesta mesa, sabe distinguir uma demonstração de marketing de uma implementação que aguenta produção?
Hype impressiona em reunião. Implementação real aparece no resultado três trimestres depois.
Dois formatos de atuação
Assento em conselho
Participação contínua como conselheiro consultivo ou de administração, com a pauta de IA e transformação digital tratada com o mesmo rigor de governança que finanças e estratégia. Para empresas que precisam dessa competência permanentemente na mesa, não em consulta pontual.
Advisory pontual de IA
Sessões focadas com o board para destravar uma decisão específica sobre IA — avaliar uma proposta de fornecedor, validar um roadmap interno, dimensionar risco antes de um investimento. Ticket menor, escopo definido, decisão mais rápida. Para quem precisa de um par de olhos qualificado sem abrir um assento.
Seu conselho está decidindo ou ainda aprendendo sobre IA?
Se a pauta de IA ainda chega ao board como apresentação e não como decisão com dono e prazo, vale uma conversa.